PHP orientado à objetos – parte 1
Postado por Abraão Levi em 19 de dezembro de 2010
Nesta série de artigos você vai aprender e ver que orientação à objetos não é um bicho de sete cabeças e que seu uso pode poupar muito trabalho dependo do tipo de projeto que você pode estar desenvolvendo.
Apesar deste artigo utilizar a linguagem PHP, o conceito pode ser aplicado à outras linguagens. Então vamos começar!
Entendendo Objetos e Classes
Antes de começarmos a nos aprofundar na Orientação à objetos, é muito importante nós sabermos as diferença entre Classes e Objetos. Neste primeiro artigo vamos ver exatamente isto.
Identificando as diferenças entre objetos e classes
Muitas vezes existe uma certa confusão na OOP (Object-oriented programming, ou em português programação orientada à objetos): desenvolvedores experientes começam a falar sobre objetos e classes, e eles parecem ser termos intercambiáveis (coisas diferentes podem ser usadas alternadamente com o mesmo propósito sem o que o resultado seja prejudicado). Este não é o caso, talvez a diferença pode ser difícil de se perceber mas logo mais você vai entender.
Uma classe, por exemplo, é como uma planta de uma casa. Ele define a forma da casa no papel, com as relações entre as diferentes partes da casa claramente definidas e planejadas, mesmo que a casa não existe.
Um objeto, então, é como a casa real construída de acordo com esse modelo. Os dados armazenados no objeto, como a madeira, fios e concreto que compõem a casa, sem ser montado de acordo com o projeto, é apenas um monte de coisas. No entanto, quando tudo vem junto e organizado, torna-se uma casa.

Classes formam a estrutura de dados e as ações e usa essa informação para construir objetos. Mais de que um objeto pode ser construído a partir da mesma classe, mas ao mesmo tempo, cada um independente do outro. Continuando com nossa analogia da construção, imagine 150 casas construídas a partir de uma planta em condomínio, inicialmente parecem todos iguais, mas são diferentes: famílias diferentes e decorações diferentes no interior das casas.
Ou seja, uma classe pode criar mais que um objeto e que cada objeto é independente de seus “irmãos”.
Estruturando Classes
A sintaxe para criar uma classe é bastante simples: declarar uma classe usando apalavra-chave class, seguido pelo nome da classe e um conjunto de chavetas ({}):
<!--?php class MyClass { // As propiedades e métodos vão aqui } ?-->
Depois de criar a classe, ela pode ser instanciada e armazenados em uma variável usando palavra-chave new:
$obj = new MyClass;
Para ver o conteúdo da calsse, você pode usar a função var_dump ():
var_dump($obj);
Experimente este processo, colocando todo o código anterior, em um novo arquivo, aqui vou chamar de teste.php e vou colocar no diretório principal do meu servidor local:
<!--?php class MyClass { // As propiedades e métodos vão aqui } $obj = new MyClass; var_dump($obj); ?-->
Se você carregar a página em seu navegador, por exmplo http://localhost/test.php, o seguinte deverá apresentar:
object(MyClass)#1 (0) { }
Na sua forma mais simples, você acabou de completar seu primeiro script OOP.
Nos próximos artigos vamos ver um pouco sobre propriedades (atributos) e métodos.
Até a próxima!
Artigo postado em: Artigos e tutoriais, PHP
Tags: OO, orientação à objetos, PHP

Comentários (3)
Otimo o tutorial !!!
Estou começando em PHP , e OOP pelo que vejo e maravilhoso !!!
Estou pesquisando sobre PHP, ja li um artigo sobre introdução ao php orientado a objetos. Agora achei esses seus 4 artigos para completar meus estudos, formidável
Estou precisando aprender está linguagem,
gostei da forma simples, clara e objetiva com que você passa a informação,
Abs!
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